segunda-feira, 10 de maio de 2010

Frida Kahlo

Madalena Carmen Frida Kahlo (1907-1954), foi uma mulher transgressora, desafiante, valente, ferida e feroz. Assim podemos descrever esta artista mexicana, grande ícone da pintura mexicana.
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A vida de Frida Kahlo esteve marcada pela dor, pelas tragédias, pelo sofrimento. Foi por isso que a sua pintura converteu-se no seu refúgio, na sua maneira de fazer-se sentir, numa biografia da sua vida: da sua luta, da sua dor, da sua terra e da sua época. Conhecida pelos auto-retratos ela mesma se justifica dizendo:
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"Pinto-me a mim mesma porque estou com freqüência sozinha, e porque sou a pessoa a qual melhor conheço".




Quando tinha 16 anos, o ônibus no qual Frida Kahlo viajava chocou-se com um bonde. Em conseqüência da gravidade do acidente, no qual várias pessoas morreram, ela sofreu fraturas em três vértebras, além de três fraturas de pelve (bacia).
Quando ainda estava convalescendo das múltiplas fraturas sofridas no acidente de ônibus, Frida fez em seu diário uma aquarela retratando sua visão do acidente.
Por conta da fratura de pelve, Frida foi informada de que não poderia ter filhos de parto normal, e era recomendável portanto
que evitasse engravidar. O acidente também destruiu seu sonho de ser médica. Em 1929 ela sofreu o primeiro aborto; em 1932, o segundo e último. Seu grande desejo era ter filhos, e a impossibilidade de concretizá-lo naturalmente deixou-a extremamente traumatizada.
Nesse período, Frida pintou o quadro O Hospital Henry Ford, também conhecido como A Cama Voadora (1932). 






O quadro mostra a pintora deitada no leito do hospital, localizado em Detroit, EUA. Flutuando sobre o leito, pode ser visto um feto do sexo masculino, um caramujo e um modelo anatômico de abdome e de pelve. No chão, abaixo do leito, são vistos uma pelve óssea, uma flor e um autoclave. Todas as seis figuras estão presas à mão esquerda de Frida por meio de artérias, de modo a lembrar os vasos de um cordão umbilical. O lençol sob Frida está bastante ensangüentado. Seu corpo é demasiadamente pequeno em relação ao tamanho do leito hospitalar, de modo a sugerir seu sofrimento e sua grande solidão.
Do olho esquerdo de Frida goteja uma enorme lágrima, simbolizando a dor de uma mãe pela perda do filho; a pelve óssea é um testemunho da causa anatômica da impossibilidade de ser mãe.


Uma outra pintura marcante intitula-se Nascimento, ou O Meu Nascimento, de 1932. 


 

Nessa pintura a óleo, a artista imagina como teria sido o parto do qual ela havia nascido, ligando a cena ao seu trauma quando sofreu os abortos. A cabeça da mãe de Frida encontra-se coberta por um lençol, em alusão ao fato de que sua genitora falecera no período em que ela pintava esse quadro.
Bom, pessoal, não é tudo sobre esta fabulosa artista, mas este texto dá alguns apontamentos importantes de sua arte e faz algumas valiosas referências que nos ajudam a compreender a dimensão de sua obra.
Vou ficando por aqui. 
Um abraço a tod@s!


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